Filosofia

Sanshin no kata – A forma dos três corações

Formas da terra, água, fogo, vento e vácuo.
Do Livro Togakure Ryu, escrito pelo Soke Masaaki Hatsumi.

Para aqueles formados em qualquer que seja às artes, há sempre a questão do coração e a mente de uma criança de três anos. Querem alcançar o sentimento de inocência e a grande alegria de uma criança de três anos, desejam expressar a arte com o sentimento de uma criança de três anos. Uma pessoa representativa disso é o grande artista Okamoto Taro.

Quando penso em Sanshin no Kata, a pergunta dessas pessoas vem a minha mente.
Sempre foco a educação dos meus alunos com o coração de uma criança de três anos em mente. Quanto ao meu próprio movimento do Budô, ou quando pinto quadros ou realizo a caligrafia, este fato nunca abandona minha mente.

Embora o fato de que o homem, com o passar dos anos, caminha para a perfeição fala por si só, acho de certa forma que isto é um erro. Mais do que estar preocupado com a perfeição humana, a decisão de parar antes da perfeição artisticamente é extremamente vital: há um sabor sutil, é aí que reside a essência. Pessoas como Michelangelo ou Hidari Jingorō tem muitas obras que, mais do que um sentido de aperfeiçoar as suas obras, se completam com um ponto que podem ser entendidas como imperfeitas. Para chegar ao Budô, há um poema que diz, “a minha técnica é tal que se resiste, te derrubará ; mas você deveria rezar e não resistir, é uma técnica que não há adversários”; mas as metas do Budô sendo só ganhar , matar, não teria nada tão insignificante como ver a perfeição nisso. Se tivesse um homem cujo próprio pensamento seja perfeito, o seu sangue quente humana desapareceria. Em relação aos estudantes “perfeitos”, para aquecê o seu sangue-frio, lhes repreenda constantemente e destrua sua imagem de perfeição. Procuro um guerreiro que tenha, digamos, o ponto central de encarnar consistentemente o caminho do guerreiro com o espírito de uma criança de três anos e assim tenha cem, a alma do Sanshin, um talento da imperfeição.

Texto escrito pelo “Dai Shihan” – Pedro Fleitas Gonzáles

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